Desde a década de 70, as mais importantes universidades do mundo vêm se dedicando a estudar os efeitos da meditação na melhoria da qualidade de vida das pessoas. O que durante milênios era associado a uma prática geralmente mística ou religiosa, hoje em dia já encontra um campo de atuação que permite seu uso em escolas e empresas, além, é claro, da prática individual, independentemente de uma afiliação religiosa.

Antes de responder à pergunta, gostaria de propor uma observação que pode parecer estranha, mas que é bem real. A maioria de nós se deixa viciar pelos próprios pensamentos. Assim como tem gente que não consegue passar um dia sequer sem comer açúcar ou tomar café, também há aqueles que nunca se desligam, que precisam estar o tempo todo elaborando conjecturas, estratégias, planejamentos. E é nesse ritmo, muitas vezes frenético, que surgem as ideias limitantes que as impedem de fazer uma escolha saudável como a prática da meditação. Por exemplo: eu não consigo parar de pensar, então não posso meditar; não tenho tempo para poder me dedicar à meditação; meditar é algo muito parado, não combina comigo. Todas essas frases são crenças e não correspondem ao real sentido que a meditação traz para quem a pratica.

A “crise” é assustadora para quem não está preparado para compreender os movimentos que a vida produz. Se na política e na economia ela é vista como um grande desarranjo, um abalo, uma ruptura, também nas relações afetivas essa palavrinha traz à tona uma realidade difícil de ser vivenciada, tolerada ou enfrentada.

“Cada vez que você sofre, principalmente no plano psicológico, procure o apego. Ele está sempre aí. Tome consciência dele e ele se afastará”. (Pierre Weil)

 

 

Grande parte dos problemas emocionais que desenvolvemos está relacionada às emoções que são criadas quando o Ego é atacado e uma defesa se forma de maneira imediata. A raiva e a agressividade são componentes normais numa situação dessas. O problema fica mais complexo quando as emoções desse tipo persistem por muito tempo e se tornam entraves ao pleno desenvolvimento da pessoa, comprometendo seu bem estar, sua paz pessoal e sua liberdade.

A determinação é o resultado de uma escolha. Você pode se acomodar na posição em que está, ou se movimentar, correndo o risco de alcançar os seus objetivos. O problema é que muitas vezes as pessoas se aprisionam a sua zona de conforto e não dão chance para que a determinação se desenvolva.

Muito se tem falado recentemente sobre práticas terapêuticas naturais e o benefício que trazem para a saúde. O reconhecimento de várias delas pelo Ministério da Saúde — e a possibilidade de serem oferecidas pelo SUS — reforça esse caminho de integração de conhecimentos do paradigma holístico e do científico. Na verdade, essas duas vertentes terapêuticas complementam uma a outra e cabe a todo profissional que se dedica à Saúde ter atenção plena sobre a variedade de enfoques ao abordar a singularidade de cada pessoa.

O equilíbrio da vida está em estreita relação com o desenvolvimento de três ecologias: a individual, a coletiva e a ambiental. Entende-se por individual, a consciência que a pessoa tem de si, com todas as suas complexidades, seu relacionamento consigo mesma, a compreensão de sua transcendência e sacralidade, o estabelecimento da paz interior a partir do domínio das próprias emoções. A ecologia coletiva pressupõe viver em paz com os outros, estar aberto à diversidade e perceber a profunda unidade que envolve os seres humanos e que cria sua identidade de pertencimento ao Todo. A ecologia ambiental se relaciona com a consciência de que somos cidadãos de um mesmo planeta, influenciando e sendo influenciados pela natureza, criando um paradigma em que a sustentabilidade é também uma força essencial para a formação da paz que todos buscam alcançar. Partindo desse princípio trino, o psicólogo Pierre Weil (1924-2008) propunha uma arte de viver, na qual o sujeito reencontraria o sentido da existência.

Camilo Mota

A vida é uma construção diária. Cada tempo vivenciado reúne um holograma daquilo que somos. Ainda que não saibamos os rumos futuros, estamos inseridos no presente a todo instante e, ao mesmo tempo, recolhendo vivências das horas vividas. Essa é a impressão que percebemos logo de cara quando entramos em contato com o livro “Tear da Vida: Reflexões e Vivências Psicoterapêuticas” (São Paulo, Summus Editorial, 2017, 112p.), das psicólogas Jean Clark Juliano e Irene Monteiro Felippe.

O adoecimento acontece quando o corpo perde seu vínculo com a alma. Este é o princípio que o Dr. Edward Bach, criador do Sistema Florais de Bach, usava para explicar as diversas desarmonias que acometem o ser humano em sua trajetória de vida. Nesse sentido, os sintomas que percebemos muitas vezes no corpo físico, e também na mente, nos pensamentos, têm uma estreita relação com o modo como nos relacionamos com nossa Alma.