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  • Camilo Mota

EU ACREDITAVA EM PAPAI NOEL



Camilo Mota


O Natal trazia para mim a força do milagre, aquela magia que faz aparecer brinquedos debaixo da minha cama na manhã do dia 25. Viver esse processo era intenso. Teria sido uma recompensa pelo bom comportamento? Sim, eu era um bom menino, que tirava boas notas na escola, não falava palavrões e ajudava na missa aos domingos.


Viver a fantasia é um processo de construção da infância. Até que não mais. O real chega e diz na cara da gente: você ainda acredita em Papai Noel? Não lembro quem foi o amigo que me fez a pergunta. Sei que era o dia seguinte ao Natal. Lembro de estar no alto da escadaria onde morava. O horizonte naquele dia me pareceu imenso.


Certo encanto se quebrou. Muitas vezes somos encantados pelas histórias que criamos. Nossas imaginações são tão vivas!


Dali abriu-se novo limiar. Passagens que vão nos conduzindo por caminhos novos. De vez em quando, inventamos outros mundos e vivemos neles com intensidade. Como anos novos que parecem surgir a cada volta da Terra em seu passeio galático.

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