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Florais de Bach e ressonância mental




Camilo Mota


Em várias ocasiões, escuto de meus clientes em terapia: você pode fazer um floral mais forte para mim? Estamos todos nós muito envolvidos com um paradigma farmacológico em que a quantidade define a eficácia ou a potencialização de algum efeito dos remédios. Neste processo, agimos como adictos, criando uma certa dependência de um medicamento como algo que vem de fora para nos transformar. Ainda que a ação seja química sobre o organismo, nossa relação com o remédio tem um caráter mental e às vezes miraculante, quando depositamos num agente externo um poder de nos transformar. Porém a transformação é parcial: age sobre um sintoma, afastando-o do processo corpo-mente, produzindo mais fuga do que encontro.


No caso dos florais de Bach, não há uma relação de quantidade, de mais força ou menos força, de princípios ativos que agem sobre o sistema nervoso central. A ação é da ordem da ressonância. O que isso quer dizer? Esse tipo de remédio é um agente de mudança dos registros mentais que mantemos em nossa relação com o mundo interior e o mundo exterior. Tais registros são marcas às quais nos apegamos em nosso esforço de vivermos separados das potências de vida que nos compõem. Podemos dizer que o sofrimento mental, nesse sentido, é resultado dos apegos que temos a processos que nos capturam e nos rebaixam. Os florais auxiliam na recomposição dessas forças, trazendo mais fluidez aos processos mentais e emocionais, de maneira a desenvolvermos as forças imanentes que nos conectam à totalidade da vida.


Para o Dr. Bach, essas forças de rebaixamento são as causas do que chamamos doença. Devem ser combatidas com o fortalecimento do seu oposto. Que forças de adoecimento são essas? São sete os estados mentais que nos desconectam da unidade, da composição de nosso ser com a vida em seu processo de criação e mudança: crueldade, ódio, egoísmo, ignorância, instabilidade, ambição, orgulho. A esses sete estados, todos nós temos também o ponto de equilíbrio das forças de composição positivas: compaixão, amor, altruísmo, conhecimento, determinação, colaboração, desprendimento. (1)


A fórmula de um floral, portanto, visa criar uma composição de informações que estimulam a pessoa a entrar em ressonância com os aspectos positivos da mente, de modo a potencializar a subjetividade da pessoa na realização de si mesma, na produção de sentidos que favoreçam sua harmonia mental e emocional. Não se trata apenas de tomar consciência, mas de seguir um fluxo de maior leveza, fluidez, trazendo mais vitalidade para a produção de seus desejos, sem se deixar levar pelas capturas das marcas, registros e ressentimentos acumulados ao longo do tempo.


Camilo Mota é psicanalista, terapeuta holístico, formado em Terapia Floral de Bach pela Unipaz-RJ, pós graduado em docência e prática de meditação. Site: www.camilomota.com.br. Agendamento de consultas (online ou presencial em Araruama-RJ) pelo whatsapp (22)99770-7322.


REFERÊNCIA


(1) BACH, Edward. Os remédios florais do Dr. Bach. São Paulo, Pensamento, 2006.

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